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THAIS ANDRESSA

Brasil

POÉTICAS DO COTIDIANO

 

Durante a pandemia, muitos artistas voltaram-se para uma produção em casa, movidos por processos criativos que partiram de uma inquietação diante acontecimentos vivenciados no mundo. Foi preciso se reinventar em meio a crise. Usar a tecnologia para possibilitar encontros e trocas. Um momento de caos, angústia, ansiedade e depois, a redescoberta. Um mergulho em memórias, nos objetos da infância, nos livros empoeirados na estante, e uma nova percepção sobre a vida; tão frágil e ao mesmo tempo, tão potente. Um mundo em transformação, um tempo vário.

 

Durante a quarenta, nos deparamos com certa estagnação de nossas rotinas “corridas”. Mas, em contrapartida, tivemos mais tempo de olhar para nosso interior, refazer alguns planos, estar com a família ou simplesmente viver a solidão. O processo vivenciado pelo artista/fotógrafo surge também a partir da necessidade de maturação. Em “Cartas a um jovem poeta”, de Rainer Maria Rilke (1875-1926), nos é ensinado a vivenciar cada fase do processo artístico: “Ser artista significa: não calcular nem contar; amadurecer como uma árvore que não apressa a sua seiva e permanece confiante durante as tempestades de primavera, sem o temor de que o verão não possa viver depois”. Duas palavras importantes nesse processo são: “contemplação” e “auto-conhecimento. O ensaio “Poéticas do Cotidiano” é composto por imagens, que objetivam refletir o dia a dia em casa em meio à pandemia.

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Bio

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Jornalista, fotógrafa e mestranda na área de Literatura e Memória Cultural. Seu trabalho volta-se aos temas do cotidiano, urbanidades e fotojornalismo.

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